7 de novembro de 2009

Trauma

Já foram apresentados ao Beautifulpeople.com? (se ainda não, o link tá aí!)

Basicamente uma rede social pra gente bonita.
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Então que logo que ouvi falar já fiquei curiosíííííssima pra conhecer o site e ver o naipe do tal povo bonito participante. Foto bonitinha escolhida e pronto! Só esperar.
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Bela porcaria. Mais um trauma pra minha vida! Email recem-recebido:
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"Caro Roberta, Infelizmente a sua inscrição em BeautifulPeople não foi bem sucedida. Os membros de BeautifulPeople não lhe consideraram suficientemente atraente. Note que somente 1 em cada 5 candidatos são aceitos em BeautifulPeople.com. BeautifulPeople lhe convida a tentar novamente, talvez com uma foto melhor ou com um texto diferente no seu perfil."

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Não sou suficientemente atraente, né???!!
Beautifulpeople, eu odeio você! e tenho dito.

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6 de novembro de 2009

Crise

Deus do céu! O fim do ano tá aí! 2009 tá acabando e o que que eu fiz de bom nesse ano? Nada.

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quero morrer!

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5 de novembro de 2009

Eu vejo um novo começo de era

E daí se ele tem uma mão normal enquanto eu sou apaixonada por homem com mãos bonitas?
E daí se ele é quase da minha altura enquanto eu adoro esbanjar meus saltos-altos e plataformas e com ele não abandono as rasteirinhas e sapatilhas?
E daí se ele tá magrinho e a minha perdição é um moço com um corpo bacana, ombros largos e perna grossa?
E daí se ele é super, super, super popular e eu adoro ter todas as atenções voltadas só pra mim?
E daí se ele fala demais dele e eu por perto quase não tenho chance de falar?
E daí se ele só bebe Skol e eu tô morreeendo de saudade de tomar Bhrama?
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E daí?
E daí?.
E daí que eu andava "abobada". Boa notícia. Tá passando. Aos meus olhos ele já é mais tão "tudo" quanto eu enxergava.
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(Agradecimento em especial à irmã-não-biológica Jay e à sua professora de português que me salvaram com o plural de "salto-alto". rs. adorei!)

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3 de novembro de 2009

Idade de mulher, cabeça de menina

Incrível. Quanto mais velha eu fico, mais besteiras eu faço.
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Se antes fazia porque não tinha consciência exata de certo e errado, hoje faço completamente ciente dos riscos e das consequências as quais me exponho. Aquela velha história de "Acorde arrependida, mas não durma com vontade", será que é assim mesmo? Se antes era falta de juízo, hoje é a sensação de que eu tô ficando velha e não posso despediçar nenhuma oportunidade. Tô falando de forma geral.
Larguei meu emprego estável de 6 anos e meu cargo de confiança por não me sentir mais feliz no lugar; trabalhando verdadeiramente por obrigação; me sentindo torturada quando havia necessidade de fazer hora-extra e me sentindo cada vez menos reconhecida. Joguei tudo pro alto por mim. E nessa hora alguém me condenou: "-Roberta, você foi infantil. Largar um emprego daqueles... Já pensou se todo mundo que trabalha por obrigação pedisse pra sair? O mundo viraria um caos". Lamento se mais de meio mundo trabalha por obrigação. Eu não. Sempre gostei de ser útil; de saber mais e mais coisas; de ter contato com as pessoas; de ser reconhecida; de vencer minhas próprias deficiências e tals. Sempre dei o melhor de mim. E quando a vontade de "dar o sangue pela empresa" sumiu, parte da minha identidade sumiu também. Dei um basta.
Se tratando de vida social, a relação é mais ou menos a mesma. "Não deixe pra amanhã o que pode ser feito hoje". Tô cansada? Amanhã eu durmo. Meu cartão de crédito tá estourando? Mês que vem me viro. Preciso acordar cedo amanhã? Tudo bem, eu vou direto. Na maior parte do tempo, ficar em casa me deprimi. Então eu vou, eu vivo, eu faço. Amanhã é outro dia e eu nem tenho certeza dele. Por isso, alguém beeem próximo de mim resolveu que eu sou "uma criança inconsequente".
Se o caso é relacionamento, o quadro se agrava um pouquinho mais. "Quem eu quero não me quer; quem me quer eu não quero". É bem isso. Tenho a terrível tendência de querer aquele tipo mais difícil; aquele que precisa ser conquistado; que dá trabalho. Dia desses saí com o amigo de um amigo. Um anjo em pessoa. Gentil demais; atencioso demais; carinhoso demais; pegajoso demais; não dava um passo sem me comunicar; falava amém pra tudo que eu dizia. Tá bom pra vc? Pra mim de jeito nenhum. Não sei nem o que fazer diante de uma pessoa dessas. Acho que por isso, meu amigo veio dizer que o tal amigo me achou uma pessoa fria. Eu prefiro o tipo que me deixa sem saber o que dizer; que é imprevisível; que aparece do nada; que me surpreende. Aí eu tenho aquela amiga que sempre fala: "-Roberta, casamento é coisa do passado mas ainda sim se é um sonho seu, não vá atrás de alguém pra você amar. Vá atrás de alguém que ame você". Não, não e não. Não posso e não quero acreditar que relacionamento algum seja ele namoro, casamento, união estável, possa ser de verdade e possa dar certo se não existe amor de ambas as partes.
Aí a amiga completa "-bobinha mesmo vc heein amiga?!".

Será que é assim mesmo que as coisas vem funcionando nos tempos de hoje? Que maturidade é ser racional em tempo integral, nunca cometer deslizes, ter um emprego odiado e trabalhar por obrigação, fazer só aquilo que é certo e aceitável e se conformar que relações nos dias de hoje movidas a interesses pessoais dos casais (como em não envelhecer sozinho, ter filhos, ter um companheiro(a)) são tão reais quantos àquelas minorias que são verdadeiramente movidas por amor?

Será?

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30 de outubro de 2009

E agora José?

Alguém tá querendo me enganar. Resta descobrir quem.
Desde o início do blog, uso o GEOVISITE pra saber quem me visita. Dias atrás achei o HISTAST e achei bonitinho pq além dele mostrar quantas pessoas estão online no momento, ainda te mostra qtas visitas vc recebeu por dia e a página mais lida. O foda é quando o Geomap afirma que no7 pessoas estão online num determinado momento aqui no blog e o HISTAST fala que são 3. Eu confio em quem?

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28 de outubro de 2009

Tolerância 0

Era uma vez um sujeito amigo de um amigo de um amigo de um amigo meu que encheu o saco de 7613 dos meus amigos meus atrás do meu msn. Se EUZINHA AQUI tivesse achado que valia a pena, eu mesma tinha dado. Enfim.. algum dos meus amigos não foi tão amigo assim...

Mal entrei online e a janelinha da criatura já piscou desesperadamente:
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"Ai...ai...ai... até quenfim voce on gatoníssima! Tava mega louco pra te dar um helo virtual (helo?? tipo Helô Pinheiro?? cruzesss!!! amiga minha aposta que a tentativa dele era em dar um "Hello" sabe? tipo um "oi" mesmo.. aff). Mas então delicia, que dia eu e vc vamo toma um shopp? (shopp? tá mais pra shopping que pra chopp, né?! e delícia é a mãe dele!)
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fala sério? tenho vocação nenhuma pra professora de português não... muito menos de tradutora desse idioma tão peculiar dele!
Se não tem nada pra me acrescentar, não venha avacalhar o meu conhecimento adquirido. Bloqueado e excluído em seguida. Sem dó.

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26 de outubro de 2009

Não posso mais viver sem mim

"Enquanto eu gritar, brigar, discordar, xingar, bater, encher o saco; tudo bem. Quando eu te ignorar, aí você pode começar a se preocupar."
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Encontrei essa comu dia desses no orkut. Verdade verdadeira, né? Não existe pior castigo a ser dado a alguém do que a indiferença. Quando vc briga, xinga e enche o saco ainda sim tá dando atenção para a outra pessoa. Mas e quando vc simplesmente ignora a existência dela? Incomoda demais.
Eu particularmente acho cruel ter que tomar uma decisão dessas. Mas recentemente eu não tive outra alternativa. Ele é uma pessoa gente fina; mas somos muito diferentes - queremos coisas diferentes pras nossas vidas. E eu não tenho mais idade e nem saco pra ficar vivendo de aventuras que eu sei que não me levarão a lugar nenhum. Pois bem. Educada que sou conversei com ele numa boa e achei que tinha ficado tudo resolvido. E de duas uma: não desistir tão fácil daquilo que quer faz parte da personalidade dele ou anda faltando a ele um pouco (um pouco nada.. um tantão mesmo!!!) de amor-próprio. Depois de 37 chamadas (37 chamadas!!!! tem noção?!!!) no meu celular durante uma TARDE de sábado e do teatrinho de "tô sendo sacaneado pela sua amiga" pra todo mundo, não tive outra alternativa. Comecei parando de atender o telefone aos poucos. Não adiantou muito e ele começou a se manifestar e a me controlar pelo orkut. Foi excluído. Ontem foi a vez do msn. Até offline eu recebo mensagens dele. Me sinto mal em fazer isso. Muito mal inclusive. Mas ele tá me deixando sem saber como agir e isso chega a me assustar.
Ainda ontem conversando com um amigo sobre indiferença (no bar, é claro! tem lugar melhor pra ter esse tipo de papo-cabeça?), chegamos a essa conclusão: uma pessoa só pode ter valor pra outra pessoa, se ela reconhece seus próprios valores. As vezes é díficil ter controle da situação... mas com o tempo a gente aprende. Ahhh aprende.

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